quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A imitação é a melhor e maior forma de elogio.

Já muito se falou e disse sobre esta ideia que a imitação é a melhor forma de elogio, contudo não deixa de nos / me afectar enquanto criativa que sou.

Criar é um processo doloroso. Há muitas questões que precisamos responder, constantemente temos que perceber se é para nós que estamos a desenhar ou para fazer dinheiro (ainda que eu me inspire em mim não deixo de precisar fazer dinheiro) mas mais importante que tudo isto é a segurança que precisamos alimentar todos os dias (e isto é deveras difícil fazer até porque somos todos humanos, ou seja, temos muitas fraquezas).

Ontem, numa passagem rápida pelo facebook vejo que uma das pessoas que trabalhou comigo e com a TOMAZ me copiou! Copiou pormenores que definem bem a minha linguagem visual - esperta, a gaja!
Fiquei chateada mas depressa me confortei com a máxima que a imitação é a melhor forma de elogio, ainda que não me interesse este tipo de elogio.
Respirei fundo muitas vezes e reconheci que não vale a pena desgastar-me com isto (até porque vai acontecer sempre) ainda que tenha vindo de uma pessoa que eu confiei - mas depressa desconfiei por algumas atitudes e por isso ter deixado de trabalhar com ela.

O que é que quero dizer com este desabafo?
1 - Só os bons são copiados
2 - Ser criativo não é uma moda nem tendência - ou és ou não és
3 - Se fores criativa/o continua a desenvolver essa caracteristica porque vais conseguir estar sempre na linha da frente
4 - Antes de confiar nos outros ou nos números, confia SEMPRE na tua criatividade
5 - Vê a copia noutra perspectiva, a do elogio
6 - Depois de veres a copia como elogio tenta perceber como é que consegues melhorar o que já fizeste (mais uma vez para estares na linha da frente)
7 - Vais ter muitos momentos de fraqueza, com vontade de desistir e de voltar ao gigante rebanho que a sociedade é - não os copies. Se és criativo/a, continua!
8 - Agarra-te à tua própria Segurança, alimenta-a com o bom e o melhor
9 - Cria, desenha, desenvolve, inova e tenta não divulgar antes de estar tudo em pedra e cal - a cópia está sempre ao virar da esquina.

Agora, copia este texto e partilha entre criativos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O mérito (não) próprio.

Há quase um mês e meio que a TOMAZ foi lançada e já vários elogios foram feitos (orgulho, muito!). Família e amigos aplaudem cada obstáculo ultrapassado e a imprensa nacional já me apresentou ao mundo com palavras bonitas - obrigada!

É claro que estas apresentações mais oficiais dão azo a mais conversa (e a um elogio mais validado) mas há sempre um senão - não da imprensa nem de mim mas de algumas pessoas que estão à minha volta.
Por várias vezes, depois dum parabéns pelas palavras da Máxima, Máxima Online e da TimeOut Lisboa, a primeira pergunta que me fazem é:
- Tens amigos nas revistas? 
A esta pergunta só tiro uma conclusão: será que em Portugal o mérito (pelos vistos nunca próprio) tem sempre um amigo de conveniência?
A resposta é não! Em Portugal também somos enaltecidos pelo esforço, perseverança e qualidade do nosso trabalho, pela dedicação que pomos em cada projecto e pelo trabalho que fazemos todos os dias para mostrar que também somos capazes. 

Obrigada a todos os que acreditam e àqueles que desafiam os preconceitos que só os ricos e com boas ligações é que chegam a algum lado. O mundo está à espera de mais, lancem-se sem medo!